14/12/2009

A gente olha em volta, o olho arregala, o coração bate. O ano tá terminando, meu amigo. Menos um.




Gosto de olhar as pedras e os desenhos do vento na superfície da água, de sentir as modificações da luz quando o sol está desaparecendo do outro lado do rio, de sentir o dia se transformando em noite e em dia outra vez, de olhar as crianças brincando no corredor de entrada e das palmeiras que existem no meio da minha rua — gosto de pensar que vou sempre ter olhos para gostar dessas coisas, e por mais sozinho ou triste que eu esteja vou ter sempre esse olhar sobre as coisas. Não sei muito, também não tenho muito, também não quero muito, mas estou aprendendo a respirar o ar das montanhas.

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